
No dia 29/04, a Assuvap realizou mais um importante encontro, no Espaço Interagir, voltado à atualização técnica e ao fortalecimento da suinocultura regional. O evento, promovido pela multinacional farmacêutica veterinária Virbac e a distribuidora oficial e revendedora Basetto, reuniu 56 participantes, além da equipe Assuvap e cooperados com seus colaboradores, alcançando um impacto estimado em 10.953 matrizes.
A programação teve como foco a atualização técnica e a discussão de estratégias práticas capazes de gerar impacto direto na produtividade, no desempenho reprodutivo e na rentabilidade das granjas. O encontro também reforçou a importância do planejamento, da gestão de indicadores e da tomada de decisão baseada em dados dentro dos sistemas produtivos.
Abrindo a programação, Renato Rosa Ribeiro, proprietário da 3R Consultoria Veterinária Especializada em Suínos, conduziu uma palestra sobre “Estratégia de reposição de matrizes: quais fatores não devemos subestimar em granjas que buscam alta performance?”. Durante sua apresentação, destacou que a reposição de fêmeas deve ser tratada como uma estratégia técnica e econômica, diretamente ligada ao ganho genético, na produtividade e ao resultado financeiro da granja.
Entre os principais pontos abordados, Renato chamou atenção para a importância de definir corretamente a taxa anual de reposição e entender quantas leitoas entram para repor perdas e quantas entram com foco na melhoria dos índices zootécnicos. Também reforçou o equilíbrio entre longevidade produtiva e ganho genético, segundo ele, manter matrizes acima de 7 ciclos pode ser vantajoso em alguns casos, mas leitoas com maior potencial genético podem gerar ganhos importantes, com impacto estimado em cerca de R$ 850,00 por ciclo.
O palestrante explicou ainda que o ciclo médio ideal do plantel pode variar entre 2 e 3,5 partos, conforme a realidade da granja. Em leitoas com desempenho abaixo de 11 NT e 10 NV, a decisão de descarte deve considerar o cenário do sistema, se mais de 90% atingem as metas, o descarte tende a ser indicado. Se o baixo desempenho é recorrente, é necessário investigar manejo, sanidade ou nutrição. Outro tema apresentado foi o uso de checklists, acompanhamento diário e protocolos sanitários como ferramentas para garantir consistência e eficiência produtiva.
Na sequência, Daniel Budag, Gerente de Contas Especiais na Virbac do Brasil, ministrou a palestra “Falhas Reprodutivas: O Caos ou o Cronômetro”. Médico Veterinário com mais de 17 anos de atuação no setor de saúde e nutrição animal, abordou os impactos técnicos e econômicos das falhas reprodutivas nas granjas, diferenciando falhas de origem infecciosa e não infecciosa, ligadas ao manejo, ambiente e nutrição. Durante a apresentação, destacou que os Dias Não Produtivos (DNP) geram prejuízo estimado em R$ 25,00 por fêmea.
A palestra também tratou de fatores que interferem no cio, na concepção e na taxa de parto, como manejo inadequado, estresse, calor, iluminação insuficiente e problemas nutricionais. Daniel ainda destacou o risco das micotoxinas na ração, que podem causar aborto, retorno ao cio e baixa fertilidade.
Daniel reforçou que a eficiência reprodutiva depende de biosseguridade, vacinação, controle sanitário, ambiente controlado, nutrição correta e monitoramento constante. Também abordou o planejamento e a sincronização hormonal como ferramentas para organizar cobertura, parto e fluxo produtivo, mostrando que o acompanhamento de indicadores, os KPIs, contribui para reduzir custos, aumentar previsibilidade e melhorar a tomada de decisão.
A realização de encontros como esse reforça o compromisso da Assuvap e da Coosuiponte com a difusão de conhecimento técnico, a busca por eficiência produtiva e o fortalecimento contínuo da cadeia suinícola.